COMO CURTIR UMA VIAGEM: TEL AVIV

Viagens são experiências únicas, e toda dica é sempre bem-vinda na hora de planejar um roteiro. Por isso, criei este quadro no blog com entrevistas de pessoas que viajaram por aí. Se você também quiser participar, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com o Benjamin, que viajou para Tel Aviv!

Qual destino você escolheu e por que? Ficou por quanto tempo?
Minha última viagem foi para Israel na cidade de Tel Aviv, fui convidado para o casamento de uma prima minha. Fiquei 9 dias lá, e foi maravilhoso! 🙂

Como você planejou essa viagem?
Na verdade, foram minha mãe e irmã que planejaram tudo! Elas usaram um site de viagens para comprar as passagens de avião e reservaram um apartamentozinho (tipo um kitnet) por outro site (Airbnb), que valeu muito à pena, pois é uma alternativa para redução de gastos. Normalmente, tem uma pequena cozinha, então é possível fazer comida, reduzindo ainda mais os custos! Mas é difícil preparar comida, esse tempo deve ser melhor aproveitado conhecendo o local, fazendo compras… 😉 Os dois dias de visita à Jerusalem e Nazaré, procuramos lá mesmo uma agência de viagem para fazer os tours.

Como foi o processo da viagem? Tirar passaporte e visto? E a trajetória no aeroporto, segurança, imigração?
A viagem é um pouco cansativa, fizemos conexões (São Paulo – Madri e Madri – Tel Aviv) que resultou em aproximadamente 19 horas de viagem! Ufa!  Passaporte já tinhamos e não precisvámos de visto, acredito que brasileiros não têm problemas para entrar em Israel. A trajetória é tranquila, mas achei o aeroporto de Tel Aviv meio desorganizado! Filas bagunçadas para passar pela polícia federal e os banheiros eram nojentos! Em relação a segurança, nunca me senti ameaçado, aliás, me senti muito mais seguro em Israel do que no Brasil.

Sobre a sua mala, quais foram as coisas essenciais que você levou, e o que você fez questão de trazer para o Brasil?
Infelizmente, não da pra levar o guarda roupa todo, então tem que ser flexível e organizado na hora de fazer a mala! O que não pode faltar na minha mala é: uma calça jeans, um boné, tênis esportivo (você sempre andará muuuuito durante os passeios) perfume e uma boa troca de camisetas! Hahahaha. Além de trazer uma peça de roupa diferente, gosto de trazer também uma “relíquia”, no caso, eu trouxe umas pedras diferentes que achei durante os passeios!.

Como foi seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
Muito ativa! Sempre alguma coisa pra fazer! Porém acordávamos um pouco tarde, lá para às 10 horas da manhã. Tirando os dias com compromisso, como um tour que começava as 7:30 da manhã, durante a tarde comprávamos algum salgado ou doce para encher um pouco a barriga e tentávamos toda noite sair para jantar em um restaurante com um familiar.

O que você mais sente falta no Brasil? E o que você menos sente falta?
Senti muita falta dos amigos e do meu cachorrinho que se chama Tobby! É um lulu da pomerânia com pêlos douradinhos! E eu menos senti falta, ou melhor, NÃO senti falta do dia-a-dia estressante da minha faculdade que amo tanto! Hahahaha Ah, e não posso esquecer de comentar que de todos países que vi praia, praticamente nenhuma se compara às praias brasileiras!

Como é para sua família/amigos você ficar esse tempo longe?
No meu caso, amigos longe, porque a família eu fui ver eles! Acredito que também sentiram minha falta, mas com a internet é tudo tão fácil para se comunicar, então sempre mandava mensagens, assim como eles também!

Já conhecia o idioma do lugar? Como você faz para se virar?
Não conhecia! É o hebraico e árabe, mas eu passei em bairros que falavam mais hebraico! Só que é muito fácil se virar com o inglês, a grande maioria sabe falar nessa língua também! Isso foi o que aprendi:
Layla tov = Boa noite
Boker tov = Bom dia
Shalom = Cumprimento que significa paz com você Toda = Obrigado.

Você conseguiu manter seu orçamento? Acabou gastando mais do que queira? O que pesa mais no seu bolso? (estadia, compras, locomoção, etc)
O orçamento foi muito bem mantido, até porque, por enquanto, minha mãe que paga tudo, e ela sabe muito bem lidar com dinheiro! Pela situação do real, da economia brasileira, e o custo de vida de lá que é caro, não ajudou muito! Tudo, como roupas e comida estavam muito caro! Acredito que com o que você mais gasta é comida, pois é necessário e como eu expliquei acima, a situação não era muito a favor.

É fácil lidar com a moeda local?
É super fácil, mas como eu disse, não estava a favor do real na época que fui! E você acaba usando mais cartão do que a própria cédula, porém tem cartões que trazem problema no uso internacional, relacionado à limite do cartão, uso internacional e regras do banco. Tivemos uma situação problemática com cartão lá, relacionada à segurança e liberação do uso do cartão no exterior. Graças à Deus, deu tudo certo no fim! :).

Sobre a gastronomia local, o que achou? Como é a sua dieta/alimentação?
Amei, muito húmus de ótima qualidade e molhos diversos e picantes, variações de temperos, em todo canto que olhava tinha suco de pomegranade e se você é vegano lá é o paraíso vegano!! Eu comia de tudo, uma comida mais gostosa que outra, amei um lanche chamado Falafel!

Três dicas essenciais para quem quer fazer essa viagem:
Seja aberto à novos sabores e texturas de comida. Não deixe de visitar Jerusalem e Nazaré. Faça um passeio para conhecer a arquitetura da “Cidade Branca”, é uma parte da cidade de Tel Aviv que foi construída influenciada por um movimento chamado Bauhaus.

Quais são os apps indispensáveis para sobreviver na viagem? (transporte, dinheiro, turismo, diversão, etc.)
Google maps, você pode baixar o mapa da cidade e usar offline podendo saber em que ponto está! Uber, aliás, se você pedir o serviço do Uber, aparece um táxi, não é livre para qualquer motorista ser credenciado no aplicativo. Câmera, mais que óbvio. Bússola também, é muito essencial, brincadeirinhaaaa, hahahahaha!

O que você acha da vida “noturna” do local? E as festas (bares e baladas), muito diferentes do Brasil?
Infelizmente não pude sair sozinho, conhecer baladas e bares. Mas o que eu vi é que dá pra se divertir, mas os locais fecham bem mais cedo do que aqui no  Brasil!! E a partir de um horário na sexta, acredito que 17 horas, tudo fecha para o começo do Sabbath no sábado, então fica beeeeeem boring, pouquíssimos comércios ficam abertos, e normalmente são restaurantes!

Três lojas que você amou e queria no Brasil? Por que?
Não achei nada muuuito diferente, mas uma loja que gostei se chama Castro, têm vários tipos e estilos de roupa e é um preço mais acessível, como se fosse uma C&A ou Riachuelo.

Qual foi a coisa mais diferente que presenciou na viagem? E qual foi a maior lição que aprendeu durante o seu tempo fora?
Por todo lado haviam jovens vestidos com roupas normais e portavam uma metralhadora, acredito que eram os soldados. Haviam muitas pessoas fitness,  e muito bonitas também, lá eles cuidam demais da saúde. Acredito que a maior lição que pude aprender, mas também é algo que simplesmente sempre tento me relembrar é, viver uma vida mais saudável e sempre ser mente aberta para aprender e entender estilos diferentes de vida e sua cultura!

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Outra coisa que me marcou muito é a falta de senso de limpeza com as ruas em relação aos animais domésticos, os animais faziam suas necessidades na rua e o dono nem ligava para limpar, e outra é que têm muuuuuitos gatos de rua, então certas ruas ficam com aquele cheiro forte de xixi. E por fim, quero agradecer a princess da Jess por me deixar compartilhar minhas experiências sobre essa viagem! Desejo tudo de bom para o seu blog e que ele cresça mais e mais! God bless you baby! Besos!

Se você gostou dessa entrevista continue acompanhado o Benjamin no Insta @benbrezger!

 

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COMO CURTIR UMA VIAGEM: NOVA IORQUE

Viagens são experiências únicas, e toda dica é sempre bem-vinda na hora de planejar um roteiro. Por isso, criei este quadro no blog com entrevistas de pessoas que viajaram por aí. Se você também quiser participar, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Gabriela, que está morando em Nova Iorque!

Qual destino você escolheu e por que? Ficou/Está por quanto tempo?
Eu sempre fui apaixonada por Gossip Girl, passava horas no meu quarto assistindo essa série e sonhando em um dia poder ir pra New York. Até que um dia, quando estava me formando no ensino médio, meu pai me disse que poderíamos fazer uma viagem pra onde for que eu escolhesse. É claro que eu escolhi New York, New York. O problema é que assim que eu pisei na terra do tio Sam, foi amor à primeira vista. Pode até parecer clichê, mas realmente foi. Disse para meu pai que iria desistir de fazer faculdade no Brasil (queria medicina), e que iria procurar um intercâmbio específico para fazer faculdade nos EUA. E cá estou eu. Passei por vários vistos, escolas, e hoje faço duas faculdades em NY: Biomedicina e Psicologia. Tenho também duas “minors,” que seriam reconhecidas no Brasil como especializações. Uma em Neurociência e a outra em Química. E posso dizer com absoluta certeza que essa foi a melhor decisão que já tomei na minha vida.

Como você planejou essa viagem?
A minha primeira vinda pra cá foi com o meu pai em 2013. Compramos a passagem com meses de antecedência e também procuramos por um hotel com alto custo-benefício. Queríamos um hotel barato mas muito bem centralizado, acabamos optando pelo Pennsylvania Hotel. Ficamos em New York por uma semana, e como disse anteriormente, me apaixonei pela cidade. Uma semana definitivamente não foi o suficiente para conhecer todas as maravilhas que essa cidade tem para oferecer. Depois de um tempo, quando já estava no Brasil, resolvi procurar por escolas de intercâmbio que fossem consideradas boas e que não focassem no estudo do inglês. Mas sim, em ajudar alunos a entrarem na faculdade. Esqueci de mencionar que sempre estudei inglês na Wizard, e muitas vezes era a melhor da sala. Inglês sempre foi minha matéria preferida no colégio também, nunca tive dificuldade. Escolhi a escola Education First (EF), que fica localizada em Tarrytown, NY. Depois de ser aceita no curso mais competitivo que eles oferecem (UP – University Preparation), comecei a me preparar para conseguir as papeladas no consulado. Afinal, agora iria precisar de um visto estudantil também. Depois de 6 meses de intercâmbio, com muitos estudos, e muita correria, consegui ser aceita em duas faculdades: 1) Saint John’s, que fica no Queens. 2) Marymount Manhattan College, que fica em Manhattan. E é claro que escolhi a MMC. O processo para entrar na faculdade foi muito difícil, é completamente diferente do Brasil. Precisei ficar entre os top 5% da EF, que tinha em média uns 5 mil alunos, precisei de 2 cartas de recomendação dos meus professores e tive que fazer o TOEFL. A escola pedia uma média de 72 pts no TOEFL, consegui 98, foi só alegria. Tive que voltar pro Brasil depois disso, fiquei uns meses em casa, tirei um novo visto estudantil (isso mesmo, tenho 3 vistos), e depois voltei pra cá de novo.

Como foi o processo da viagem? Tirar passaporte e visto? E a trajetória no aeroporto, segurança, imigração?
O processo pra tirar o visto de turista foi tranquilo. Mesmo que a viagem fosse só para mim e para o meu pai, minha mãe e minha irmã também foram com a gente. A fila era imensa, e estávamos bem cansados. Levamos uma tonelada de documentos caso os oficiais pedissem. Porém, ninguém pediu nada e acabamos recebendo o nosso visto por correio duas semanas após a entrevista. Quando fui tirar o meu visto de estudante, tive que entrar sozinha, e confesso que tive medo de negarem o visto. Porém, sabia que estava fazendo tudo de maneira correta e legal, e que jamais desobedeceria as leis dos Estados Unidos. Tive que tirar dois vistos de estudante ao decorrer do tempo, os dois foram tranquilos, porém no visto estudantil da faculdade, a oficial fez a entrevista em inglês! Todo mundo da fila ficou me olhando, espantados, achando que também iriam fazer isso com eles. Mas relaxa, foi só para ter certeza de que falava inglês proficiente a ponto de fazer faculdade na terra do tio Sam.

Como é seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
Acredito que o que vivo aqui não é mais uma viagem, é a minha vida, minha casa, NY se tornou meu lar. Meu dia a dia aqui é bem como o de qualquer jovem que faz faculdade, exceto que não vou para baladas e nem gosto de ficar bebendo muito. Eu sou full-time student, o que significa que estudo de manhã, à tarde e às vezes até à noite. Minha rotina durante os meses que tenho aula (fevereiro-maio, setembro-dezembro) é super corrida, acordo cedo, vou pra faculdade, venho pra casa, estudo e vou pra academia. No fim do ano passado fui escolhida pela minha professora, Dr. Sampoli, para fazer research com ela. Isso é um honra muito grande, porém fico mais ocupada ainda durante a semana. Fui posicionada entre os alunos de honra da minha faculdade (GPA 3.5 ou maior), e isso fez com que a Dr. Sampoli me escolhesse para esse cargo. Nem consigo aproveitar New York direito, é bem puxado o sistema aqui. Mas mesmo assim vale muito a pena.

O que você mais sente falta no Brasil? E o que você menos sente falta?
A comida. Meu Deus, como a comida brasileira me faz falta. Só morando fora para aprender a dar valor para o nosso arroz com feijão de todos os dias. Também sofro muito por estar longe da minha família e das pessoas que amo, mas entendo que às vezes temos que fazer certos sacrifícios para um bem maior.  O que menos sinto falta, definitivamente, é do estilo de vida e do jeitinho brasileiro de levar as coisas. Não me levem a mal, nós sabemos bem como brasileiro é: todo fim de semana tem churrasco, cerveja, depois balada com sertanejo e funk. Isso não me faz falta de jeito nenhum. Obviamente não poderia esquecer de mencionar o medo que sentia quando morava aí. De assaltos, de entrarem dentro de casa, de roubarem alguém que amo ou até de bala perdida. Aqui nos EUA existem muitos ataques terroristas. Porém, mesmo com tudo isso, ando pelas ruas de New York livremente, me sentindo totalmente segura. Ando sozinha, chego da faculdade as 11 da noite e mesmo assim, NUNCA, nem sequer por um dia, me senti com medo de ser assaltada ou de que qualquer coisa ruim acontecesse comigo.

Como é para sua família/amigos você ficar esse tempo longe?
Essa questão é difícil. Sei que por parte de pai, estão todos extremamente orgulhosos de mim, e me apoiam totalmente a continuar aqui, estudar, e conquistar minhas coisas. Meu avô é a pessoa mais importante na minha vida, ele me apoia muito em todas as minhas decisões. Nós dois sabemos que dói demais ficar longe um do outro, mas que o que estou fazendo é necessário. E isso me motiva a seguir em frente, mesmo que de coração partido de tanta saudade. Afinal, a escolha foi minha e tudo o que fazemos nessa vida haverá consequências. Por parte de mãe, sei que no fundo todos querem que eu volte, e eu entendo. A saudade dói demais, aperta demais, sufoca demais. E infelizmente eu aprendi a viver com essa constante dor de estar longe das pessoas que mais amo no mundo. Minha irmã é a pessoa que mais me faz falta, ela é um anjinho que caiu do céu na minha vida e espero que um dia ela saiba que fiz isso por nós.

Já conhecia o idioma do lugar? Como você faz para se virar?
Sim. Como disse antes, inglês sempre foi minha paixão. Passava horas falando inglês sozinha comigo mesma, além de assistir Supernatural, Gossip Girl, The Vampire Diaries e filmes em inglês (mas sempre com legenda). Acredito que esse é o principal motivo de eu não ter sotaque brasileiro quando falo inglês. Mas o principal motivo de eu saber inglês é por ter estudado uns 3/4 anos na Wizard.

Você conseguiu manter seu orçamento? Acabou gastando mais do que queira? O que pesa mais no seu bolso? (estadia, compras, locomoção, etc)
Isso é muito relativo. Eu definitivamente gasto horrores pra morar aqui. Não é nada fácil. Meu pai e meu avô que me bancam e sei o tanto que isso é difícil pra eles. Me dói saber que eles tem que trabalhar muito pra poder me manter aqui. Exatamente por isso e outros fatores que sou eternamente grata pela vida que tenho. Dou muito valor em cada centavo que gasto aqui.

É fácil lidar com a moeda local?
A moeda mais importante do mundo, o dólar americano. Você consegue pegar o jeito fácil, o problema é a cotação do dólar que muda diariamente. Isso pesa demais.

Sobre a gastronomia local, o que achou? Como é a sua dieta/alimentação?
Aqui em NY você encontra de tudo, todas as comidas possíveis. Temos muitos imigrantes. Consequentemente temos uma enorme variedade gastronômica. Mesmo assim, fica difícil para ir no Queens só pra comprar comida brasileira, ou então pedir delivery todos os dias. Saira extremamente caro. Por isso, tive que me adaptar ao que os americanos comem por conta de praticidade. E é claro, alguns quilinhos vieram junto também, hahaha.

Três dicas essenciais para quem quer fazer essa viagem:
– Não vai ser fácil, ninguém disse que seria. Mas se é o seu sonho, não desista! Pra Deus nada é impossível.
– Tenha em mente que o sistema aqui é super burocrático. Desde conseguir passar na faculdade, conseguir a papelada, o visto, até alugar um apartamento.
– Infelizmente, na terra do tio Sam é preciso de muito dinheiro para conseguir morar aqui. Mas não desanime, vá trabalhando, juntando seu dinheiro, que um dia você consegue. E não se esqueça, é estritamente proibido trabalhar aqui, não jogue seu futuro pro ar.

Quais são os apps indispensáveis para sobreviver na viagem? (transporte, dinheiro, turismo, diversão, etc.)
O mais importante é o Google Maps, sem ele você não vive aqui. Outros são: NYC subway, Juno (um Uber mais em conta), Grubhub (food delivery), Yelp.

O que você acha da vida “noturna” do local? E as festas (bares e baladas), muito diferentes do Brasil?
Eu namoro, então não vou para baladas. Nem eu nem ele gostamos muito disso. Porém, sabemos que é totalmente diferente do Brasil. Não existe isso de bar, beber nas ruas ou festas que viram a noite. Nada disso existe aqui em New York. New York tem diversos pubs, rooftops e baladas que acabam as 2 da manhã (no máximo). Aqui é proibido tomar bebida alcoólica nas ruas ou em lugares públicos.

Três lojas que você amou e queria no Brasil? Por que?
– Burlington é vida, encontro de tudo lá e por preços super acessíveis.
– Target, não vivo sem! Toda semana vou só pra passear hahaha
– Shake Shack. Não é bem uma loja, mas os lanches do Shake Shack são tudo de bom! Não vivo sem.

Qual foi a coisa mais diferente que presenciou na viagem? E qual foi a maior lição que aprendeu durante o seu tempo fora?
Definitivamente, o povo americano. Essa cultura é tão diferente da nossa. Parece que as pessoas demoram mais para amadurecer. Na minha faculdade, por exemplo, me sinto como se estivesse rodeada de crianças do primeiro ano do colegial. Não que isso seja algo ruim, é apenas super diferente do que estava acostumada. Não posso deixar de mencionar a educação dos americanos. Do jeito que te tratam ou como puxam conversa com você sem nem te conhecer. Como não estão nem aí para estereótipos, como não te julgam com o olhar ou te olham de cima em baixo. Aqui o povo é livre! Livre para ser o que quiser, quem quiser e quando quiser. Não há julgamentos. New York pra mim é sinônimo de liberdade! E por isso, não a troco JAMAIS. Desde que me mudei, sou completamente outra. Sou mais aberta a novas ideias, tenho um conhecimento bem maior no quesito cultural. Aprendi a conviver com pessoas de vários lugares do mundo, Já morei com italiana, alemã, francesa, etc. Aprendi a me conhecer de uma maneira que nem sabia que existia. De uma forma ou de outra, hoje sou uma nova Gabriela, e devo isso a New York.

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Não desistam dos seus sonhos. Tenham fé. Pensem mais alto, a vida não foi feita para ser vivida em um único lugar. Mude, saia da sua zona de conforto. Explore o máximo que puder, encontre a si mesmo, se reinvente, seja quem você sempre quis ser. Não há muralhas quando se existe Deus.

Se você gostou dessa entrevista continue acompanhado a Gabriela no Insta! Perfil pessoal @gsimongini e perfil de New York: @manhattan.girl . Acompanhe o blog também: The Manhattan Girl

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COMO CURTIR UMA VIAGEM: FLORIDA

Viagens são experiências únicas, e toda dica é sempre bem-vinda na hora de planejar um roteiro. Por isso, criei este quadro no blog com entrevistas de pessoas que viajaram por aí. Se você também quiser participar, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com😉

A entrevista de hoje é com a Ana Luiza, que fez intercâmbio na Flórida!

Qual destino você escolheu e por que? Ficou por quanto tempo?
Eu fui para Tampa, na Florida. Na verdade, eu queria mesmo era ir para Califórnia, mas não consegui. Então foi a empresa que escolheu por mim. Fiquei 10 meses.

Como você planejou essa viagem?
Desde sempre quis morar fora para ter uma experiência diferente. Então fui até a empresa e eles me disseram tudo que eu iria precisar (documentos, etc). Basicamente, eu deixei toda a burocracia na mão deles e graças a Deus, deu tudo certo.

Como foi o processo da viagem? Tirar passaporte e visto? E a trajetória no aeroporto, segurança, imigração?
Passaporte eu já tinha e o visto foi super fácil. Tirei com antecedência para não ter problemas. No aeroporto do Brasil foi tudo tranquilo, mas assim que eu cheguei nos EUA, tive alguns problemas com meus documentos e tive que ficar mais de uma hora dentro da salinha da polícia federal sem poder usar o celular e falar com ninguém. Até que eles acharam, no meio de todos os meus documentos, o que eles estavam procurando.

Sobre a sua mala, quais foram as coisas essenciais que você levou, e o que você fez questão de trazer para o Brasil?
Levei quase o meu guarda-roupa inteiro. Muitas roupas de calor e biquínis. Para ser sincera, me arrependi de ter levado uma mala tão cheia, já que lá é tudo muito barato. Então acabei voltando com a mala quase explodindo, cheia de coisinhas novas.

Como era seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
Nos dias de semana basicamente ia para escola e às vezes saía com os meus amigos depois da aula pra comer em algum fast food ou jogar boliche. E, durante o final de semana, eu procurava sair sempre que podia para conhecer lugares novos.


O que você mais sentiu falta no Brasil? E o que você menos sentiu falta?
Senti muita falta das pessoas e da cultura. Com certeza não senti falta dos preços altos.

Como foi para sua família/amigos você ficar esse tempo longe?
Foi muito difícil. No começo eu chorava todo dia, até que fui me acostumando e me adaptando ao lugar, mas a saudade era gigante.

Já conhecia o idioma do lugar? Como você fez para se virar?
Eu fiz inglês com uma professora particular durante três anos. Até que falava bem e entendia tudo, mas quando cheguei lá eu simplesmente travei. O que me fez soltar e arriscar foi o pensamento de que se eu não tentasse eu nunca iria aprender.

Você conseguiu manter seu orçamento? Acabou gastando mais do que queira? O que pesou mais no seu bolso? (estadia, compras, locomoção, etc)
Gastei muito no começo com besteira e até me arrependi. Mas com o passar dos meses, consegui lidar melhor com o dinheiro e me policiar para não passar fome. Gastei muito com comida (restaurante, mercado, etc) e com presentes.

Foi fácil lidar com a moeda local?
Sim, não tive esse problema.

Sobre a gastronomia local, o que achou? Como foi a sua dieta/alimentação?
Comi de tudo, experimentei muitas coisas novas. Principalmente os doces e balas. Bem coisa de filme americano mesmo. Mas sinceramente, nada se compara a comida brasileira.

Três dicas essenciais para quem quer fazer essa viagem:
Vá com a cabeça aberta, se algo estiver te incomodando, fale e se você precisar de ajuda não tenha medo e nem vergonha de pedir.

Quais são os apps indispensáveis para sobreviver na viagem? (transporte, dinheiro, turismo, diversão, etc.)
Eu não usei nenhum aplicativo específico, mas meus amigos americanos usavam muito o MAPS do IPHONE como GPS.

O que você achou da vida “noturna” do local? E as festas (bares e baladas), muito diferentes do Brasil?
Eu sinceramente prefiro a vida noturna no Brasil. Nós somos muito mais animados e os americanos adoram causar de um jeito não muito legal. Por eu ser menor de idade, não pude ir nas baladas, mas os bares são muito divertidos, principalmente os de música latina. Eu ia em algumas house parties, mas não foi tão divertido quanto eu achei que seria, tipo nos filmes.

Três lojas que você amou e queria no Brasil? Por que?
Dollar tree, target e o grande walmart. As três são muito baratas, tipo absurdamente baratas, e vendem de tudo. Principalmente o walmart, que apesar de ter no Brasil é muito diferente do de lá. Além de supermercado, também tem roupas, sapatos, etc.


Qual foi a coisa mais diferente que presenciou na viagem? E qual foi a maior lição que aprendeu durante o seu tempo fora?
O quão diferente o americano é do brasileiro. Isto foi uma das coisas que mais me surpreendeu, tanto a cultura quanto os princípios e valores. Eu aprendi muito na minha viagem, mudei bastante também e me tornei mais forte. Aprendi a ter paciência (mesmo que ainda não seja a pessoa mais paciente do mundo) e aprendi a não desistir tão facilmente do que eu quero e do que eu acredito. Também aprendi a não deixar ninguém nunca pisar em mim.

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Bom, eu tive uma experiência incrível, apesar de algumas dificuldades. Me diverti muito e amadureci demais. Eu super indico a todos que pensam em fazer o intercâmbio ou uma viagem longa. É algo inesquecível.

Se você gostou dessa entrevista continue acompanhado a Ana Luiza no Insta: @aninharibeiro21 e no Twitter: @aninharibeiro21

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