COMO CURTIR UMA VIAGEM: FLORIDA

Viagens são experiências únicas, e toda dica é sempre bem-vinda na hora de planejar um roteiro. Por isso, criei este quadro no blog com entrevistas de pessoas que viajaram por aí. Se você também quiser participar, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com😉

A entrevista de hoje é com a Ana Luiza, que fez intercâmbio na Flórida!

Qual destino você escolheu e por que? Ficou por quanto tempo?
Eu fui para Tampa, na Florida. Na verdade, eu queria mesmo era ir para Califórnia, mas não consegui. Então foi a empresa que escolheu por mim. Fiquei 10 meses.

Como você planejou essa viagem?
Desde sempre quis morar fora para ter uma experiência diferente. Então fui até a empresa e eles me disseram tudo que eu iria precisar (documentos, etc). Basicamente, eu deixei toda a burocracia na mão deles e graças a Deus, deu tudo certo.

Como foi o processo da viagem? Tirar passaporte e visto? E a trajetória no aeroporto, segurança, imigração?
Passaporte eu já tinha e o visto foi super fácil. Tirei com antecedência para não ter problemas. No aeroporto do Brasil foi tudo tranquilo, mas assim que eu cheguei nos EUA, tive alguns problemas com meus documentos e tive que ficar mais de uma hora dentro da salinha da polícia federal sem poder usar o celular e falar com ninguém. Até que eles acharam, no meio de todos os meus documentos, o que eles estavam procurando.

Sobre a sua mala, quais foram as coisas essenciais que você levou, e o que você fez questão de trazer para o Brasil?
Levei quase o meu guarda-roupa inteiro. Muitas roupas de calor e biquínis. Para ser sincera, me arrependi de ter levado uma mala tão cheia, já que lá é tudo muito barato. Então acabei voltando com a mala quase explodindo, cheia de coisinhas novas.

Como era seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
Nos dias de semana basicamente ia para escola e às vezes saía com os meus amigos depois da aula pra comer em algum fast food ou jogar boliche. E, durante o final de semana, eu procurava sair sempre que podia para conhecer lugares novos.


O que você mais sentiu falta no Brasil? E o que você menos sentiu falta?
Senti muita falta das pessoas e da cultura. Com certeza não senti falta dos preços altos.

Como foi para sua família/amigos você ficar esse tempo longe?
Foi muito difícil. No começo eu chorava todo dia, até que fui me acostumando e me adaptando ao lugar, mas a saudade era gigante.

Já conhecia o idioma do lugar? Como você fez para se virar?
Eu fiz inglês com uma professora particular durante três anos. Até que falava bem e entendia tudo, mas quando cheguei lá eu simplesmente travei. O que me fez soltar e arriscar foi o pensamento de que se eu não tentasse eu nunca iria aprender.

Você conseguiu manter seu orçamento? Acabou gastando mais do que queira? O que pesou mais no seu bolso? (estadia, compras, locomoção, etc)
Gastei muito no começo com besteira e até me arrependi. Mas com o passar dos meses, consegui lidar melhor com o dinheiro e me policiar para não passar fome. Gastei muito com comida (restaurante, mercado, etc) e com presentes.

Foi fácil lidar com a moeda local?
Sim, não tive esse problema.

Sobre a gastronomia local, o que achou? Como foi a sua dieta/alimentação?
Comi de tudo, experimentei muitas coisas novas. Principalmente os doces e balas. Bem coisa de filme americano mesmo. Mas sinceramente, nada se compara a comida brasileira.

Três dicas essenciais para quem quer fazer essa viagem:
Vá com a cabeça aberta, se algo estiver te incomodando, fale e se você precisar de ajuda não tenha medo e nem vergonha de pedir.

Quais são os apps indispensáveis para sobreviver na viagem? (transporte, dinheiro, turismo, diversão, etc.)
Eu não usei nenhum aplicativo específico, mas meus amigos americanos usavam muito o MAPS do IPHONE como GPS.

O que você achou da vida “noturna” do local? E as festas (bares e baladas), muito diferentes do Brasil?
Eu sinceramente prefiro a vida noturna no Brasil. Nós somos muito mais animados e os americanos adoram causar de um jeito não muito legal. Por eu ser menor de idade, não pude ir nas baladas, mas os bares são muito divertidos, principalmente os de música latina. Eu ia em algumas house parties, mas não foi tão divertido quanto eu achei que seria, tipo nos filmes.

Três lojas que você amou e queria no Brasil? Por que?
Dollar tree, target e o grande walmart. As três são muito baratas, tipo absurdamente baratas, e vendem de tudo. Principalmente o walmart, que apesar de ter no Brasil é muito diferente do de lá. Além de supermercado, também tem roupas, sapatos, etc.


Qual foi a coisa mais diferente que presenciou na viagem? E qual foi a maior lição que aprendeu durante o seu tempo fora?
O quão diferente o americano é do brasileiro. Isto foi uma das coisas que mais me surpreendeu, tanto a cultura quanto os princípios e valores. Eu aprendi muito na minha viagem, mudei bastante também e me tornei mais forte. Aprendi a ter paciência (mesmo que ainda não seja a pessoa mais paciente do mundo) e aprendi a não desistir tão facilmente do que eu quero e do que eu acredito. Também aprendi a não deixar ninguém nunca pisar em mim.

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Bom, eu tive uma experiência incrível, apesar de algumas dificuldades. Me diverti muito e amadureci demais. Eu super indico a todos que pensam em fazer o intercâmbio ou uma viagem longa. É algo inesquecível.

Se você gostou dessa entrevista continue acompanhado a Ana Luiza no Insta: @aninharibeiro21 e no Twitter: @aninharibeiro21

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COMO CURTIR UMA VIAGEM: EUROPA

Eu nunca fiz uma super viagem, por isso resolvi entrevistar alguns amigos e perguntar sobre as experiências deles em diversos lugares do mundo. Fiz isso para ter dicas reais que vão me ajudar na hora de escolher um destino e realizar o meu sonho de fazer uma viagem vibes! Esse quadro do blog não é só pra mim, mas é para te ajudar também. E se por acaso você já fez alguma viagem e quer me contar mais sobre ela, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Martina, que vive em Londres e trabalha com moda!

1. Qual destino você escolheu?
Eu atualmente moro em Londres, mas é só falar a palavra aeroporto e eu já estou com o passaporte na mão. Entre ano passado e esse foram mais de 30 destinos …

2. Por quanto tempo ficou viajando?
Com intervalos entre idas e vindas são 4 anos (e passa tããão rápido).

3. Por que você foi para lá?
Eu sempre amei Londres pela elegância e multi culturalismo da cidade. E como eu vivo uma passion for fashion, Londres é uma das capitais mais interessantes no quesito estilo e autenticidade.

Frenchie 80's mood 🍁

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4. Como é seu dia a dia, sua rotina durante a viagem?
Toda vez que eu viajo eu faço uma lista de lugares que quero visitar, mas eu adoro andar sem rumo e descobrir lugares novos.

5. O que você mais sente falta no Brasil?
O que eu mais sinto falta do Brasil é minha família (claro), também dias de sol e pão de queijo, açaí, paçoca… rs.

6. E o que você menos sente falta?
O que eu menos sinto falta é da criminalidade e violência.

7. Como é para sua família/amigos ficar esse tempo longe?
É muito difícil ficar longe dos amigos e família, principalmente da minha mãe, pois sempre fomos muito ligadas. Mas, todos os meios de comunicação minimizam a dor de uma saudade.

8. Já conhecia a língua do lugar? Como você fez para se virar?
Eu fui alfabetizada e cresci em uma escola americana/internacional. Minha primeira língua escrita foi inglês.

UN Gala Night ✨

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9. Sobre alimentação e dieta: você come de tudo? Tem muitas coisas diferentes?
Em Londres eu mantenho minha alimentação normal. Sou super regrada com alimentação e exercício físico. Aqui você encontra os melhores chefs e restaurantes de todas as partes do mundo. Sempre tem um lugarzinho novo e cool.

10. Três dicas para quem quer fazer essa viagem:
Entenda como o metro funciona.
Traga um guarda chuva.
Ame Londres (não tem outra opção).

11. Quais apps são indispensáveis na viagem?
Com certeza google maps e city mapper são indispensáveis…

12. O que você achou da vida “noturna” comparada com o Brasil, e o que você fez a noite (bares, baladas)?
Os pubs são mais cheios em horário de happy hour, logo depois do trabalho porque geralmente eles fecham entre meia noite e uma. Mas Londres é bem famosa pelos afters que vão até as 12 do dia seguinte. Tem para todos os gostos.

13. Três lojas que você amou e queria no Brasil?
Não são marcas necessariamente inglesas mas eu adoro a Zadig & Voltaire, Scotch & Soda e Reiss.

All the way up ⛷ #ski #verbier #switzerland

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COMO CURTIR UMA VIAGEM: AUSTRÁLIA

Eu nunca fiz uma super viagem, por isso resolvi entrevistar alguns amigos e perguntar sobre as experiências deles em diversos lugares do mundo. Fiz isso para ter dicas reais que vão me ajudar na hora de escolher um destino e realizar o meu sonho de fazer uma viagem vibes! Esse quadro do blog não é só para mim, mas é para te ajudar também. E se por acaso você já fez alguma viagem e quer me contar mais sobre ela, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Amanda, que fez um intercâmbio incrível!

Perth City (2)

1. Qual destino você escolheu?
Scarborough Beach, Perth, Austrália.

2. Por quanto tempo ficou viajando?
1 ano.

3. Por que você foi para lá?
Sinceramente falando, eu não pesquisei muito sobre o lugar. Mas eu sabia que não queria estar em cidade grande e que queria morar na praia. Então, indo em agências de intercâmbio, descobri que existia uma escola (Lexis English), com boa qualificação e que ficava perto da praia. Sem muitas dúvidas, escolhi a Lexis, que fica a 300 metros da praia de Scarborough Beach.

4. Como era seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
No início do intercâmbio, eu ia à escola todas as manhãs durante a semana, e durante a tarde ia conhecer lugares turísticos próximo ao bairro em que morava. Foi num parque bem perto do centro da cidade que eu vi pela primeira vez um canguru. É um parque com portões fechados que os cangurus ficam soltos. Depois de ter me adaptado e ter me acostumado com o ambiente australiano, eu comecei a procurar trabalho e consegui  um job de cleaner em construção. O trabalho era de manhã, então mudei a escola para o período noturno. Era um trabalho pesado, mas me rendeu um bom dinheiro. Eu conseguia me manter, pagando aluguel e comida, e além disso, consegui fazer duas viagens para fora da Austrália, uma para Bali, na Indonésia e uma outra para Tailândia e Malásia. Para complementar o trabalho na construção, que não era fixo, eu também trabalhava para uma agência de limpeza doméstica.
Nas horas vagas, quando não estava na escola ou trabalhando, eu ia à praia (quase todos os dias), mesmo no inverno. Eu morava a 700 metros da praia de Scarborough Beach, mas minha casa também ficava próxima de outras lindas praias, como Brighton Beach e Trigg Beach. Eu gostava de ir à praia nos dias quentes para nadar ou me bronzear, mas também gostava de ir para ver o pôr do sol, mesmo nos dias frios. O ponto negativo de lá para mim era que não podia levar bebida alcoólica para a praia, pois poderia levar multa (lá é extremamente proibido beber em público). Mas mesmo assim, meus dias eram lindos e toda aquela energia praiana me faziam muito bem. Enfim, existia essa rotina de trabalho, escola e praia. Fiz bastante amigos brasileiros e europeus, e aos finais de semana fazíamos churrascos ou então íamos para alguma baladinha ou bares na city.

Maya Bay - Thailandia

5. O que você mais sentiu falta do Brasil?
Eu sentia falta da minha família e amigos. Tenho muito apego por pessoas e por morar a vida toda num mesmo bairro, eu criei uma raiz muito forte. Além disso, tenho um sobrinho que vivia me ligando dizendo para eu ir visitá-lo, que eu podia apenas pegar um avião que chegaria no Brasil, meu coração ficava apertadinho. Além disso, no Brasil me sinto mais em casa, pois foi onde nasci. Acredito que eu nunca me sentirei confortável em nenhum outro país como me sinto aqui.

6. E o que você menos sentiu falta?
Sinceramente uma coisa que me incomoda muito no Brasil é a sujeira. Me impressiona o fato das pessoas não terem cuidado com a cidade, em todo lugar que olhamos tem lixo. E isso na Austrália você não vê, é um país limpo e organizado.

7. Como foi para sua família/amigos ficar esse tempo longe?
Eu fui para lá já pensando em voltar, então nunca foi um problema para eles. Minha mãe ficou feliz com a minha decisão de ir, e eu sempre dei certeza de que voltaria, então foi bem tranquilo. Eu nunca tive dúvidas de que meu lugar é aqui!

8. Já conhecia a língua do lugar? Como você fez para se virar?
Eu já conhecia o inglês, tinha estudado numa escola por 18 meses, porém nunca fui muito fã da língua. Ainda tenho um pouco de dificuldades, mas ter estudado todos os dias, por 1 ano, me fez evoluir muito. No início lá era complicado, mas fui me adaptando bem, pois era inglês todos os dias, em todos os lugares, então a gente acaba se acostumando.

9. Sobre alimentação e dieta, como foi: você comeu de tudo? Tinha muitas coisas diferentes?
A viagem em si já é muito cara, então eu economizei bastante na comida para poder priorizar outras coisas, como viagens. Eu, geralmente, cozinhava em casa comidas que eu já era acostumada no Brasil, como arroz, frango, carne, macarrão. Mas posso dizer que o que tem mais de interessante lá são os cortes das carnes (apesar de não comer mais carne hoje em dia). Os steaks lá são especialidades dos restaurantes, e realmente são deliciosos. Tem muito restaurante asiático também, mas não fui em muitos, pois os locais não me agradavam muito.

Mal†sia

10. Três dicas para quem quer fazer essa viagem:
– Diferente do que eu fiz, eu indico muita pesquisa. Hoje em dia tem muitos blogs com dicas.
– É interessante ir em várias agências de viagens e fazer pesquisa em sites como “reclame aqui” para saber a procedência do local.
– Eu sugiro escolher o lugar que atenda não só a ideia de aprender a língua do local, mas também que a pessoa queira conhecer e vivenciar aquela cultura. Pois além de ser uma viagem para agregar no currículo, é uma puta experiência de vida!

11. Quais apps foram indispensáveis na viagem?
Google maps, pesquisar o app da linha de ônibus do local também é interessante, Transfer wise eu usava para trocar Real por Dólar Australiano. Enfim, acho que é isso. Eu não sou muito de apps.

12. O que você achou da vida “noturna” comparada com o Brasil, e o que você fez a noite (bares, baladas)?
Eu posso comparar Perth com São Paulo, que foi onde morei, então existe uma diferença muito grande, pois Perth é cidade pequena, e SP gigante. Lá os bares/baladas fechavam cedo, alguns 2h da manhã já estavam fechando as portas. Eu sou um pouco chata para música, então eu procurei rolês que me agradavam musicalmente. Eu ia em alguns bares que tocavam Reggae, gostava também de ir em baladas que tocavam Black Music, pois era muito animado e todos dançavam. Lá também tinha muitos eventos de rua na cidade, e eu gostava bastante, pois podia ver de perto a cultura dos australianos da cidade e vivenciar tudo aquilo.

13. Três lojas que você amou e queria no Brasil?
Olha, eu não sou muito consumista, rs. Quase não comprei nada lá, mas tinha dois lugares que eu ia muito quando precisava comprar algo. Uma delas é a famosa Kmart, onde eu podia encontrar tudo que precisava, tanto objetos como roupas. E outro lugar que eu indico para todos é um Shopping que tinha várias lojas com ponta de estoque, o nome é Watertown Brand Outlet, e fica localizado na City.

Perth City 3

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Eu fiz essa viagem aos 29 anos, diferente de muitos que vão antes ou após o término da faculdade. Nessa idade, muitas pessoas acreditam estar velhas para um intercâmbio, porém eu costumo dizer que nunca é tarde para vivenciar uma cultura diferente. Claro que é mais complicado dar um break na vida profissional nessa idade, porém, se existe dentro de si esse sonho, eu acredito que não vale a pena deixar de lado essa inquietação. Só temos essa vida para realizar nossos desejos, por isso, na minha opinião temos que fazer tudo que nos vem à mente, sem medo de atrapalhar a carreira profissional, e sem dúvidas, sem medo de ser feliz.

Se você gostou dessa entrevista continue acompanhado a Amanda no Insta: @amandinhastr

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