COMO CURTIR UMA VIAGEM: MADRI

Viagens são experiências únicas, e toda dica é sempre bem-vinda na hora de planejar um roteiro. Por isso, criei este quadro no blog com entrevistas de pessoas que viajaram por aí. Se você também quiser participar, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Amanda, que está morando em Madri!

Qual destino você escolheu e por que? Ficou/Está por quanto tempo?
Escolhi Madrid na Espanha, de início, para fazer um máster, mas gostei tanto que já moro aqui há 3 anos e meio.

Como você planejou essa viagem?
Tudo muito no susto, no impulso, encontrei um curso que queria fazer e uma residência temporária. As coisas começaram a acontecer mesmo, depois que eu já estava aqui.

Palácio Real Madrid

Como foi o processo da viagem? Tirar passaporte e visto? E a trajetória no aeroporto, segurança, imigração?
O visto espanhol é um saco, muito burocrático, zero eletrônico. Tem que levar uma tonelada de papéis, mas sendo estudante, eles te aceitam na hora. Na primeira vez entrei por Amsterdam porque viajei um pouco antes de vir pra cá. Lá eles são bem tranquilos na entrada. O aeroporto de Madrid é um pouco chatinho, pedem muita coisa, te fazem bastante perguntas, no caso de um turista. No meu, que sempre tive o Rg de estrangeira, foi tranquilo.

Sobre a sua mala, quais foram as coisas essenciais que você levou, e o que você fez questão de trazer para o Brasil?
No inicio eu trouxe as coisas que eu mais usava e mais gostava e coisas que eu tinha comprado especialmente pra trazer para cá, como casacos e botas de frio porque antes de decidir me mudar, eu não tinha nada disso. Das coisas básicas que a gente usa, eu trouxe as principais. Tipo, uma bolsa para sair e uma para o dia a dia e uma reserva. Mas a verdade é que eu fui me adaptando ao estilo europeu e muitas coisas comprei aqui. Por exemplo, trouxe alguns saltos caso surgisse alguma ocasião especial. Mas em 3 anos e meio usei salto 3 vezes acho. Como faço tudo andando aqui, eu perdi o costume de usar. E como a galera é muito mais sussa no quesito de se vestir pra balada, também optei por sapatos sem salto. Quando volto para o Brasil, eu faço questão de levar são coisas típicas daqui, ou seja, vinhos, muitos vinhos, queijos e jamón. De roupa eu me organizo um pouco de acordo com a época que eu vou e dos eventos que vou frequentar lá. Mas como de certa forma eu to ”voltando pra casa” não me preocupo muito.

Como é seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
Assim que eu cheguei, a minha rotina era bem de intercambista mesmo, muita festa, turismo, viagens e aula. Agora morando aqui mais tempo, minha rotina é mais ou menos a mesma daquela que eu tinha no Brasil. Trabalho, casa, festas no fim de semana. As vezes um vinho ou uma cerveja com algum amigo durante a semana, bem tranquilo.

Mirante de Cibeles Madrid

O que você mais sente falta no Brasil? E o que você menos sente falta?
Claramente sinto muita falta da minha família e dos meus cachorros. Sinto muita falta do clima tropical. Na questão da comida, como eu gosto de cozinhar, cozinho basicamente a refeição brasileira: arroz, feijão, carne, salada. Aqui é possível encontrar muitos produtos brasileiros, mas uma coisa que sinto muita falta mesmo é da variedade de frutas. Principalmente as frutas tropicais. Sinto muita falta de ir a um restaurante e ter a opção de, no mínimo, cinco tipos diferentes de suco natural. Ah, e sinto muita falta de palmito. Não sinto falta da minha vida em SP, aquela vida estressante em que temos que estar atentos o tempo todo, com a bolsa, com os bolsos, com tudo, e sempre com medo de ser assaltada ou estuprada. Não que aqui seja o mundo perfeito, mas posso andar mais tranquila na rua, a qualquer hora do dia ou da noite.

Como é para sua família/amigos você ficar esse tempo longe?
No começo, para minha mãe foi muito difícil porque sou a única filha mulher, tenho dois irmãos mais velhos. Com o passar do tempo, ela foi vendo o quanto eu estava bem e feliz aqui, então ela também começou a ficar bem e feliz e aceitar mais a situação. Para os amigos, a experiência legal de ficar esse tempo longe é descobrir quem sente sua falta de verdade e quem é seu amigo de verdade. Restringi muito meu círculo de amigos desde que vim embora, mas fico feliz porque os que tenho hoje em dia, são os de verdade, os que eu sei que vão ficar pra sempre.

Já conhecia o idioma do lugar? Como você faz para se virar?
Não conhecia. Fiz algumas aulas particulares de espanhol e o básico eu aprendi bem rápido, mas quando cheguei aqui foi outra história. Eles falam muito rápido e dependendo do sotaque, a língua muda completamente. No começo eu dava meus pulos, ia para aula, mas não entendia nada, então fingia que tinha faltado a aula e pedia para o professor me mandar o roteiro por escrito, porque era mais fácil pra estudar. Mas depois, com as aulas sempre em espanhol, saindo, conhecendo gente, etc, me acostumei rapidinho e em 2 meses já estava falando com bastante segurança. Hoje posso dizer que falo espanhol fluente, mas se tem alguma coisa que eu não saiba, ou alguma dúvida, eu sempre pergunto ou pesquiso. Aprender uma língua nova depois de ”grande” será sempre um eterno processo de estudos, e eu gosto muito.

Você conseguiu manter seu orçamento? Acabou gastando mais do que queira? O que pesa mais no seu bolso? (estadia, compras, locomoção, etc)
Sempre consegui manter o orçamento, apesar de existir a diferença entre euro e real. Quando o euro subia muito, eu dava uma segurada nas despesas. Se pesquisar direitinho e com calma, é possível manter a mesma média nos gastos, seja pagando aluguel, fazendo compras de mercado, etc. Madrid é a cidade mais cara da Espanha porque é a capital, mas comparada com outras cidades da Europa, consegue ser ainda bem barata.

É fácil lidar com a moeda local?
Dependendo do seus limites sim, e de como você se sustenta, sim. Arrumando um emprego tudo fica muito mais fácil, mas para quem vem com uma quantia contada, é bom ficar atento aos câmbios.

Sobre a gastronomia local, o que achou? Como é a sua dieta/alimentação?
A cozinha espanhola não me atrai muito. Eles comem bastante frutos do mar e eu não sou uma grande fã. Outra coisa que eles fazem  muito é fritar tudo que podem. Eu amo comida frita, mas chega um momento que enjoa. Eu gosto muito de cozinhar, então como bastante em casa e, como falei antes, cozinho as coisas típicas brasileiras. Quando não estou com muita vontade de me empenhar, cozinho uma pasta, ou algo mais simples.

Três dicas essenciais para quem quer fazer essa viagem:
Saber que o espanhol da Espanha é bem difícil para quem acha que o “portunhol” basta. Nem todo mundo aqui fala inglês. Pedir dicas para alguém que more ou morou por um tempo aqui, as melhores coisas são aquelas escondidas dos turistas. Geralmente aquele botequinho que você passa na frente e não da nada é onde tem a melhor comida ou o melhor drink, e/ou não custa caro. E claro, as dicas básicas, como funcionam os transportes públicos, onde tomar mais cuidado, pontos turísticos que valem a pena, etc etc. Por exemplo, aqui na Espanha é proibidíssimo beber álcool na rua, e a não ser um policial bonzinho te pare e te explique que não pode e te faça jogar fora a sua bebida, você com certeza terá que pagar uma multa bem cara. Então é sempre bom se informar das coisas básicas com uma pessoa ”local”. Para quem vem estudar, recomendo frequentar as festas Erasmus, é o melhor ambiente para conhecer gente jovem e na mesma situação que a gente. Também aconselho a morar com outros estudantes, é um aprendizado enorme, e morando com outros estudante foi como eu fiz amigos para vida. Geralmente os estudantes europeus também estão fudidos, então dificilmente você vai conhecer uma pessoa fora da sua realidade, que frequente lugares em que você não possa acompanhar. E o legal é que dessa atmosfera de ”fudido” surgem os melhores programas, jantar na casa de amigos, esquenta para uma balada que acaba virando uma festa no apê, etc

Quais são os apps indispensáveis para sobreviver na viagem? (transporte, dinheiro, turismo, diversão, etc.)
Nunca fui muito ligada nessas coisas, mas parece que aqui em Madrid existe um app para o metrô, que te da os melhores caminhos. De viagens, nunca tive app, sempre procurei diretamente na internet, mas acredito que existam app desses sites Skyscanner.com, Ryanair.com, Googleflights, etc.

O que você acha da vida “noturna” do local? E as festas (bares e baladas), muito diferentes do Brasil?
A melhor frase que já ouvi aqui é ”Madrid te mata”. Madrid é uma cidade que é viva 24/7, não para. Tem muita balada boa, muita festa e quando começa a fazer mais calor, começa um período de festas na rua, que são as melhores. Aqui é bem diferente do Brasil porque a maioria das baladas, até uma certa hora, da para entrar de graça, e depois da para entrar pagando pouco. Não existe aquela diferença de preço para homem e mulher. Mas claro, quem quer manter o mesmo padrão de balada do Brasil e fechar um camarote, sempre tem aquelas baladas um pouco mais fancy. Aqui em Madrid é um ótimo lugar para os gays também, tem MUITA balada LGBT, que são muito boas.

Três lojas que você amou e queria no Brasil? Por que?
A primeira de todas é a Primark, amo para comprar coisas básicas porque como é tudo MUITO barato, a qualidade não é lá essas coisas, mas para comprar coisa basic, vale muito a pena. Nesse mesmo estilo tem a OVS, que é uma loja italiana que também tem em outros lugares da Europa. A Lefties, que é do mesmo grupo da Zara, é basicamente uma ”under Zara”. Adoro fast fashion. Amo a Tiger também, é uma loja de ”tranqueiras”. Na verdade tem muita coisa útil também, é uma loja dinamarquesa que tem praticamente em toda a Europa e vende desde coisas de papelaria `a jogos de louça, coisas pra jardinagem, decoração, fantasia, temperos, doces. É uma loucura, mas é incrível e também muito barata.

Igreja de San Miguel Madrid

Qual foi a coisa mais diferente que presenciou na viagem? E qual foi a maior lição que aprendeu durante o seu tempo fora?
A coisa mais diferente que presenciei foi ver como a galera aqui se aproxima com facilidade. Os amigos que você faz aqui, principalmente os italianos, são muito queridos, e se o santo bate, de cara vocês já são ótimos amigos sem nem perceber. Em 3 anos e meio eu cresci muito como pessoa, aprendi a fazer tudo sozinha, o que eu queria, eu tinha que ir atrás e aprendi que se não está bom para mim, eu tenho que me mexer e mudar aquilo que eu quero. Aprendi a aproveitar tanto a minha própria companhia que mesmo quando estou sozinha, não me sinto só. Aprendi duas novas línguas, além das outras duas que eu já sabia, e que isso pode te levar longe. Aprendi que os amigos são família e que tudo se resolve na base de uma boa conversa.

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
SE MUDE! Saia da sua zona de conforto sem medo. Aliás, tenha medo, mas vai com medo mesmo para depois perceber que aquela foi a melhor decisão da sua vida. O mundo é enorme e se tivermos a oportunidade de conhecê-lo, então VAMOS!

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COMO CURTIR UMA VIAGEM: EUROPA

Eu nunca fiz uma super viagem, por isso resolvi entrevistar alguns amigos e perguntar sobre as experiências deles em diversos lugares do mundo. Fiz isso para ter dicas reais que vão me ajudar na hora de escolher um destino e realizar o meu sonho de fazer uma viagem vibes! Esse quadro do blog não é só pra mim, mas é para te ajudar também. E se por acaso você já fez alguma viagem e quer me contar mais sobre ela, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Martina, que vive em Londres e trabalha com moda!

1. Qual destino você escolheu?
Eu atualmente moro em Londres, mas é só falar a palavra aeroporto e eu já estou com o passaporte na mão. Entre ano passado e esse foram mais de 30 destinos …

2. Por quanto tempo ficou viajando?
Com intervalos entre idas e vindas são 4 anos (e passa tããão rápido).

3. Por que você foi para lá?
Eu sempre amei Londres pela elegância e multi culturalismo da cidade. E como eu vivo uma passion for fashion, Londres é uma das capitais mais interessantes no quesito estilo e autenticidade.

Frenchie 80's mood 🍁

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4. Como é seu dia a dia, sua rotina durante a viagem?
Toda vez que eu viajo eu faço uma lista de lugares que quero visitar, mas eu adoro andar sem rumo e descobrir lugares novos.

5. O que você mais sente falta no Brasil?
O que eu mais sinto falta do Brasil é minha família (claro), também dias de sol e pão de queijo, açaí, paçoca… rs.

6. E o que você menos sente falta?
O que eu menos sinto falta é da criminalidade e violência.

7. Como é para sua família/amigos ficar esse tempo longe?
É muito difícil ficar longe dos amigos e família, principalmente da minha mãe, pois sempre fomos muito ligadas. Mas, todos os meios de comunicação minimizam a dor de uma saudade.

8. Já conhecia a língua do lugar? Como você fez para se virar?
Eu fui alfabetizada e cresci em uma escola americana/internacional. Minha primeira língua escrita foi inglês.

UN Gala Night ✨

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9. Sobre alimentação e dieta: você come de tudo? Tem muitas coisas diferentes?
Em Londres eu mantenho minha alimentação normal. Sou super regrada com alimentação e exercício físico. Aqui você encontra os melhores chefs e restaurantes de todas as partes do mundo. Sempre tem um lugarzinho novo e cool.

10. Três dicas para quem quer fazer essa viagem:
Entenda como o metro funciona.
Traga um guarda chuva.
Ame Londres (não tem outra opção).

11. Quais apps são indispensáveis na viagem?
Com certeza google maps e city mapper são indispensáveis…

12. O que você achou da vida “noturna” comparada com o Brasil, e o que você fez a noite (bares, baladas)?
Os pubs são mais cheios em horário de happy hour, logo depois do trabalho porque geralmente eles fecham entre meia noite e uma. Mas Londres é bem famosa pelos afters que vão até as 12 do dia seguinte. Tem para todos os gostos.

13. Três lojas que você amou e queria no Brasil?
Não são marcas necessariamente inglesas mas eu adoro a Zadig & Voltaire, Scotch & Soda e Reiss.

All the way up ⛷ #ski #verbier #switzerland

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COMO CURTIR UMA VIAGEM: AUSTRÁLIA

Eu nunca fiz uma super viagem, por isso resolvi entrevistar alguns amigos e perguntar sobre as experiências deles em diversos lugares do mundo. Fiz isso para ter dicas reais que vão me ajudar na hora de escolher um destino e realizar o meu sonho de fazer uma viagem vibes! Esse quadro do blog não é só para mim, mas é para te ajudar também. E se por acaso você já fez alguma viagem e quer me contar mais sobre ela, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Amanda, que fez um intercâmbio incrível!

Perth City (2)

1. Qual destino você escolheu?
Scarborough Beach, Perth, Austrália.

2. Por quanto tempo ficou viajando?
1 ano.

3. Por que você foi para lá?
Sinceramente falando, eu não pesquisei muito sobre o lugar. Mas eu sabia que não queria estar em cidade grande e que queria morar na praia. Então, indo em agências de intercâmbio, descobri que existia uma escola (Lexis English), com boa qualificação e que ficava perto da praia. Sem muitas dúvidas, escolhi a Lexis, que fica a 300 metros da praia de Scarborough Beach.

4. Como era seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
No início do intercâmbio, eu ia à escola todas as manhãs durante a semana, e durante a tarde ia conhecer lugares turísticos próximo ao bairro em que morava. Foi num parque bem perto do centro da cidade que eu vi pela primeira vez um canguru. É um parque com portões fechados que os cangurus ficam soltos. Depois de ter me adaptado e ter me acostumado com o ambiente australiano, eu comecei a procurar trabalho e consegui  um job de cleaner em construção. O trabalho era de manhã, então mudei a escola para o período noturno. Era um trabalho pesado, mas me rendeu um bom dinheiro. Eu conseguia me manter, pagando aluguel e comida, e além disso, consegui fazer duas viagens para fora da Austrália, uma para Bali, na Indonésia e uma outra para Tailândia e Malásia. Para complementar o trabalho na construção, que não era fixo, eu também trabalhava para uma agência de limpeza doméstica.
Nas horas vagas, quando não estava na escola ou trabalhando, eu ia à praia (quase todos os dias), mesmo no inverno. Eu morava a 700 metros da praia de Scarborough Beach, mas minha casa também ficava próxima de outras lindas praias, como Brighton Beach e Trigg Beach. Eu gostava de ir à praia nos dias quentes para nadar ou me bronzear, mas também gostava de ir para ver o pôr do sol, mesmo nos dias frios. O ponto negativo de lá para mim era que não podia levar bebida alcoólica para a praia, pois poderia levar multa (lá é extremamente proibido beber em público). Mas mesmo assim, meus dias eram lindos e toda aquela energia praiana me faziam muito bem. Enfim, existia essa rotina de trabalho, escola e praia. Fiz bastante amigos brasileiros e europeus, e aos finais de semana fazíamos churrascos ou então íamos para alguma baladinha ou bares na city.

Maya Bay - Thailandia

5. O que você mais sentiu falta do Brasil?
Eu sentia falta da minha família e amigos. Tenho muito apego por pessoas e por morar a vida toda num mesmo bairro, eu criei uma raiz muito forte. Além disso, tenho um sobrinho que vivia me ligando dizendo para eu ir visitá-lo, que eu podia apenas pegar um avião que chegaria no Brasil, meu coração ficava apertadinho. Além disso, no Brasil me sinto mais em casa, pois foi onde nasci. Acredito que eu nunca me sentirei confortável em nenhum outro país como me sinto aqui.

6. E o que você menos sentiu falta?
Sinceramente uma coisa que me incomoda muito no Brasil é a sujeira. Me impressiona o fato das pessoas não terem cuidado com a cidade, em todo lugar que olhamos tem lixo. E isso na Austrália você não vê, é um país limpo e organizado.

7. Como foi para sua família/amigos ficar esse tempo longe?
Eu fui para lá já pensando em voltar, então nunca foi um problema para eles. Minha mãe ficou feliz com a minha decisão de ir, e eu sempre dei certeza de que voltaria, então foi bem tranquilo. Eu nunca tive dúvidas de que meu lugar é aqui!

8. Já conhecia a língua do lugar? Como você fez para se virar?
Eu já conhecia o inglês, tinha estudado numa escola por 18 meses, porém nunca fui muito fã da língua. Ainda tenho um pouco de dificuldades, mas ter estudado todos os dias, por 1 ano, me fez evoluir muito. No início lá era complicado, mas fui me adaptando bem, pois era inglês todos os dias, em todos os lugares, então a gente acaba se acostumando.

9. Sobre alimentação e dieta, como foi: você comeu de tudo? Tinha muitas coisas diferentes?
A viagem em si já é muito cara, então eu economizei bastante na comida para poder priorizar outras coisas, como viagens. Eu, geralmente, cozinhava em casa comidas que eu já era acostumada no Brasil, como arroz, frango, carne, macarrão. Mas posso dizer que o que tem mais de interessante lá são os cortes das carnes (apesar de não comer mais carne hoje em dia). Os steaks lá são especialidades dos restaurantes, e realmente são deliciosos. Tem muito restaurante asiático também, mas não fui em muitos, pois os locais não me agradavam muito.

Mal†sia

10. Três dicas para quem quer fazer essa viagem:
– Diferente do que eu fiz, eu indico muita pesquisa. Hoje em dia tem muitos blogs com dicas.
– É interessante ir em várias agências de viagens e fazer pesquisa em sites como “reclame aqui” para saber a procedência do local.
– Eu sugiro escolher o lugar que atenda não só a ideia de aprender a língua do local, mas também que a pessoa queira conhecer e vivenciar aquela cultura. Pois além de ser uma viagem para agregar no currículo, é uma puta experiência de vida!

11. Quais apps foram indispensáveis na viagem?
Google maps, pesquisar o app da linha de ônibus do local também é interessante, Transfer wise eu usava para trocar Real por Dólar Australiano. Enfim, acho que é isso. Eu não sou muito de apps.

12. O que você achou da vida “noturna” comparada com o Brasil, e o que você fez a noite (bares, baladas)?
Eu posso comparar Perth com São Paulo, que foi onde morei, então existe uma diferença muito grande, pois Perth é cidade pequena, e SP gigante. Lá os bares/baladas fechavam cedo, alguns 2h da manhã já estavam fechando as portas. Eu sou um pouco chata para música, então eu procurei rolês que me agradavam musicalmente. Eu ia em alguns bares que tocavam Reggae, gostava também de ir em baladas que tocavam Black Music, pois era muito animado e todos dançavam. Lá também tinha muitos eventos de rua na cidade, e eu gostava bastante, pois podia ver de perto a cultura dos australianos da cidade e vivenciar tudo aquilo.

13. Três lojas que você amou e queria no Brasil?
Olha, eu não sou muito consumista, rs. Quase não comprei nada lá, mas tinha dois lugares que eu ia muito quando precisava comprar algo. Uma delas é a famosa Kmart, onde eu podia encontrar tudo que precisava, tanto objetos como roupas. E outro lugar que eu indico para todos é um Shopping que tinha várias lojas com ponta de estoque, o nome é Watertown Brand Outlet, e fica localizado na City.

Perth City 3

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Eu fiz essa viagem aos 29 anos, diferente de muitos que vão antes ou após o término da faculdade. Nessa idade, muitas pessoas acreditam estar velhas para um intercâmbio, porém eu costumo dizer que nunca é tarde para vivenciar uma cultura diferente. Claro que é mais complicado dar um break na vida profissional nessa idade, porém, se existe dentro de si esse sonho, eu acredito que não vale a pena deixar de lado essa inquietação. Só temos essa vida para realizar nossos desejos, por isso, na minha opinião temos que fazer tudo que nos vem à mente, sem medo de atrapalhar a carreira profissional, e sem dúvidas, sem medo de ser feliz.

Se você gostou dessa entrevista continue acompanhado a Amanda no Insta: @amandinhastr

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