COMO CURTIR UMA VIAGEM: NOVA IORQUE

Viagens são experiências únicas, e toda dica é sempre bem-vinda na hora de planejar um roteiro. Por isso, criei este quadro no blog com entrevistas de pessoas que viajaram por aí. Se você também quiser participar, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Gabriela, que está morando em Nova Iorque!

Qual destino você escolheu e por que? Ficou/Está por quanto tempo?
Eu sempre fui apaixonada por Gossip Girl, passava horas no meu quarto assistindo essa série e sonhando em um dia poder ir pra New York. Até que um dia, quando estava me formando no ensino médio, meu pai me disse que poderíamos fazer uma viagem pra onde for que eu escolhesse. É claro que eu escolhi New York, New York. O problema é que assim que eu pisei na terra do tio Sam, foi amor à primeira vista. Pode até parecer clichê, mas realmente foi. Disse para meu pai que iria desistir de fazer faculdade no Brasil (queria medicina), e que iria procurar um intercâmbio específico para fazer faculdade nos EUA. E cá estou eu. Passei por vários vistos, escolas, e hoje faço duas faculdades em NY: Biomedicina e Psicologia. Tenho também duas “minors,” que seriam reconhecidas no Brasil como especializações. Uma em Neurociência e a outra em Química. E posso dizer com absoluta certeza que essa foi a melhor decisão que já tomei na minha vida.

Como você planejou essa viagem?
A minha primeira vinda pra cá foi com o meu pai em 2013. Compramos a passagem com meses de antecedência e também procuramos por um hotel com alto custo-benefício. Queríamos um hotel barato mas muito bem centralizado, acabamos optando pelo Pennsylvania Hotel. Ficamos em New York por uma semana, e como disse anteriormente, me apaixonei pela cidade. Uma semana definitivamente não foi o suficiente para conhecer todas as maravilhas que essa cidade tem para oferecer. Depois de um tempo, quando já estava no Brasil, resolvi procurar por escolas de intercâmbio que fossem consideradas boas e que não focassem no estudo do inglês. Mas sim, em ajudar alunos a entrarem na faculdade. Esqueci de mencionar que sempre estudei inglês na Wizard, e muitas vezes era a melhor da sala. Inglês sempre foi minha matéria preferida no colégio também, nunca tive dificuldade. Escolhi a escola Education First (EF), que fica localizada em Tarrytown, NY. Depois de ser aceita no curso mais competitivo que eles oferecem (UP – University Preparation), comecei a me preparar para conseguir as papeladas no consulado. Afinal, agora iria precisar de um visto estudantil também. Depois de 6 meses de intercâmbio, com muitos estudos, e muita correria, consegui ser aceita em duas faculdades: 1) Saint John’s, que fica no Queens. 2) Marymount Manhattan College, que fica em Manhattan. E é claro que escolhi a MMC. O processo para entrar na faculdade foi muito difícil, é completamente diferente do Brasil. Precisei ficar entre os top 5% da EF, que tinha em média uns 5 mil alunos, precisei de 2 cartas de recomendação dos meus professores e tive que fazer o TOEFL. A escola pedia uma média de 72 pts no TOEFL, consegui 98, foi só alegria. Tive que voltar pro Brasil depois disso, fiquei uns meses em casa, tirei um novo visto estudantil (isso mesmo, tenho 3 vistos), e depois voltei pra cá de novo.

Como foi o processo da viagem? Tirar passaporte e visto? E a trajetória no aeroporto, segurança, imigração?
O processo pra tirar o visto de turista foi tranquilo. Mesmo que a viagem fosse só para mim e para o meu pai, minha mãe e minha irmã também foram com a gente. A fila era imensa, e estávamos bem cansados. Levamos uma tonelada de documentos caso os oficiais pedissem. Porém, ninguém pediu nada e acabamos recebendo o nosso visto por correio duas semanas após a entrevista. Quando fui tirar o meu visto de estudante, tive que entrar sozinha, e confesso que tive medo de negarem o visto. Porém, sabia que estava fazendo tudo de maneira correta e legal, e que jamais desobedeceria as leis dos Estados Unidos. Tive que tirar dois vistos de estudante ao decorrer do tempo, os dois foram tranquilos, porém no visto estudantil da faculdade, a oficial fez a entrevista em inglês! Todo mundo da fila ficou me olhando, espantados, achando que também iriam fazer isso com eles. Mas relaxa, foi só para ter certeza de que falava inglês proficiente a ponto de fazer faculdade na terra do tio Sam.

Como é seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
Acredito que o que vivo aqui não é mais uma viagem, é a minha vida, minha casa, NY se tornou meu lar. Meu dia a dia aqui é bem como o de qualquer jovem que faz faculdade, exceto que não vou para baladas e nem gosto de ficar bebendo muito. Eu sou full-time student, o que significa que estudo de manhã, à tarde e às vezes até à noite. Minha rotina durante os meses que tenho aula (fevereiro-maio, setembro-dezembro) é super corrida, acordo cedo, vou pra faculdade, venho pra casa, estudo e vou pra academia. No fim do ano passado fui escolhida pela minha professora, Dr. Sampoli, para fazer research com ela. Isso é um honra muito grande, porém fico mais ocupada ainda durante a semana. Fui posicionada entre os alunos de honra da minha faculdade (GPA 3.5 ou maior), e isso fez com que a Dr. Sampoli me escolhesse para esse cargo. Nem consigo aproveitar New York direito, é bem puxado o sistema aqui. Mas mesmo assim vale muito a pena.

O que você mais sente falta no Brasil? E o que você menos sente falta?
A comida. Meu Deus, como a comida brasileira me faz falta. Só morando fora para aprender a dar valor para o nosso arroz com feijão de todos os dias. Também sofro muito por estar longe da minha família e das pessoas que amo, mas entendo que às vezes temos que fazer certos sacrifícios para um bem maior.  O que menos sinto falta, definitivamente, é do estilo de vida e do jeitinho brasileiro de levar as coisas. Não me levem a mal, nós sabemos bem como brasileiro é: todo fim de semana tem churrasco, cerveja, depois balada com sertanejo e funk. Isso não me faz falta de jeito nenhum. Obviamente não poderia esquecer de mencionar o medo que sentia quando morava aí. De assaltos, de entrarem dentro de casa, de roubarem alguém que amo ou até de bala perdida. Aqui nos EUA existem muitos ataques terroristas. Porém, mesmo com tudo isso, ando pelas ruas de New York livremente, me sentindo totalmente segura. Ando sozinha, chego da faculdade as 11 da noite e mesmo assim, NUNCA, nem sequer por um dia, me senti com medo de ser assaltada ou de que qualquer coisa ruim acontecesse comigo.

Como é para sua família/amigos você ficar esse tempo longe?
Essa questão é difícil. Sei que por parte de pai, estão todos extremamente orgulhosos de mim, e me apoiam totalmente a continuar aqui, estudar, e conquistar minhas coisas. Meu avô é a pessoa mais importante na minha vida, ele me apoia muito em todas as minhas decisões. Nós dois sabemos que dói demais ficar longe um do outro, mas que o que estou fazendo é necessário. E isso me motiva a seguir em frente, mesmo que de coração partido de tanta saudade. Afinal, a escolha foi minha e tudo o que fazemos nessa vida haverá consequências. Por parte de mãe, sei que no fundo todos querem que eu volte, e eu entendo. A saudade dói demais, aperta demais, sufoca demais. E infelizmente eu aprendi a viver com essa constante dor de estar longe das pessoas que mais amo no mundo. Minha irmã é a pessoa que mais me faz falta, ela é um anjinho que caiu do céu na minha vida e espero que um dia ela saiba que fiz isso por nós.

Já conhecia o idioma do lugar? Como você faz para se virar?
Sim. Como disse antes, inglês sempre foi minha paixão. Passava horas falando inglês sozinha comigo mesma, além de assistir Supernatural, Gossip Girl, The Vampire Diaries e filmes em inglês (mas sempre com legenda). Acredito que esse é o principal motivo de eu não ter sotaque brasileiro quando falo inglês. Mas o principal motivo de eu saber inglês é por ter estudado uns 3/4 anos na Wizard.

Você conseguiu manter seu orçamento? Acabou gastando mais do que queira? O que pesa mais no seu bolso? (estadia, compras, locomoção, etc)
Isso é muito relativo. Eu definitivamente gasto horrores pra morar aqui. Não é nada fácil. Meu pai e meu avô que me bancam e sei o tanto que isso é difícil pra eles. Me dói saber que eles tem que trabalhar muito pra poder me manter aqui. Exatamente por isso e outros fatores que sou eternamente grata pela vida que tenho. Dou muito valor em cada centavo que gasto aqui.

É fácil lidar com a moeda local?
A moeda mais importante do mundo, o dólar americano. Você consegue pegar o jeito fácil, o problema é a cotação do dólar que muda diariamente. Isso pesa demais.

Sobre a gastronomia local, o que achou? Como é a sua dieta/alimentação?
Aqui em NY você encontra de tudo, todas as comidas possíveis. Temos muitos imigrantes. Consequentemente temos uma enorme variedade gastronômica. Mesmo assim, fica difícil para ir no Queens só pra comprar comida brasileira, ou então pedir delivery todos os dias. Saira extremamente caro. Por isso, tive que me adaptar ao que os americanos comem por conta de praticidade. E é claro, alguns quilinhos vieram junto também, hahaha.

Três dicas essenciais para quem quer fazer essa viagem:
– Não vai ser fácil, ninguém disse que seria. Mas se é o seu sonho, não desista! Pra Deus nada é impossível.
– Tenha em mente que o sistema aqui é super burocrático. Desde conseguir passar na faculdade, conseguir a papelada, o visto, até alugar um apartamento.
– Infelizmente, na terra do tio Sam é preciso de muito dinheiro para conseguir morar aqui. Mas não desanime, vá trabalhando, juntando seu dinheiro, que um dia você consegue. E não se esqueça, é estritamente proibido trabalhar aqui, não jogue seu futuro pro ar.

Quais são os apps indispensáveis para sobreviver na viagem? (transporte, dinheiro, turismo, diversão, etc.)
O mais importante é o Google Maps, sem ele você não vive aqui. Outros são: NYC subway, Juno (um Uber mais em conta), Grubhub (food delivery), Yelp.

O que você acha da vida “noturna” do local? E as festas (bares e baladas), muito diferentes do Brasil?
Eu namoro, então não vou para baladas. Nem eu nem ele gostamos muito disso. Porém, sabemos que é totalmente diferente do Brasil. Não existe isso de bar, beber nas ruas ou festas que viram a noite. Nada disso existe aqui em New York. New York tem diversos pubs, rooftops e baladas que acabam as 2 da manhã (no máximo). Aqui é proibido tomar bebida alcoólica nas ruas ou em lugares públicos.

Três lojas que você amou e queria no Brasil? Por que?
– Burlington é vida, encontro de tudo lá e por preços super acessíveis.
– Target, não vivo sem! Toda semana vou só pra passear hahaha
– Shake Shack. Não é bem uma loja, mas os lanches do Shake Shack são tudo de bom! Não vivo sem.

Qual foi a coisa mais diferente que presenciou na viagem? E qual foi a maior lição que aprendeu durante o seu tempo fora?
Definitivamente, o povo americano. Essa cultura é tão diferente da nossa. Parece que as pessoas demoram mais para amadurecer. Na minha faculdade, por exemplo, me sinto como se estivesse rodeada de crianças do primeiro ano do colegial. Não que isso seja algo ruim, é apenas super diferente do que estava acostumada. Não posso deixar de mencionar a educação dos americanos. Do jeito que te tratam ou como puxam conversa com você sem nem te conhecer. Como não estão nem aí para estereótipos, como não te julgam com o olhar ou te olham de cima em baixo. Aqui o povo é livre! Livre para ser o que quiser, quem quiser e quando quiser. Não há julgamentos. New York pra mim é sinônimo de liberdade! E por isso, não a troco JAMAIS. Desde que me mudei, sou completamente outra. Sou mais aberta a novas ideias, tenho um conhecimento bem maior no quesito cultural. Aprendi a conviver com pessoas de vários lugares do mundo, Já morei com italiana, alemã, francesa, etc. Aprendi a me conhecer de uma maneira que nem sabia que existia. De uma forma ou de outra, hoje sou uma nova Gabriela, e devo isso a New York.

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Não desistam dos seus sonhos. Tenham fé. Pensem mais alto, a vida não foi feita para ser vivida em um único lugar. Mude, saia da sua zona de conforto. Explore o máximo que puder, encontre a si mesmo, se reinvente, seja quem você sempre quis ser. Não há muralhas quando se existe Deus.

Se você gostou dessa entrevista continue acompanhado a Gabriela no Insta! Perfil pessoal @gsimongini e perfil de New York: @manhattan.girl . Acompanhe o blog também: The Manhattan Girl

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COMO CURTIR UMA VIAGEM: EUROPA

Eu nunca fiz uma super viagem, por isso resolvi entrevistar alguns amigos e perguntar sobre as experiências deles em diversos lugares do mundo. Fiz isso para ter dicas reais que vão me ajudar na hora de escolher um destino e realizar o meu sonho de fazer uma viagem vibes! Esse quadro do blog não é só pra mim, mas é para te ajudar também. E se por acaso você já fez alguma viagem e quer me contar mais sobre ela, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Martina, que vive em Londres e trabalha com moda!

1. Qual destino você escolheu?
Eu atualmente moro em Londres, mas é só falar a palavra aeroporto e eu já estou com o passaporte na mão. Entre ano passado e esse foram mais de 30 destinos …

2. Por quanto tempo ficou viajando?
Com intervalos entre idas e vindas são 4 anos (e passa tããão rápido).

3. Por que você foi para lá?
Eu sempre amei Londres pela elegância e multi culturalismo da cidade. E como eu vivo uma passion for fashion, Londres é uma das capitais mais interessantes no quesito estilo e autenticidade.

Frenchie 80's mood 🍁

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4. Como é seu dia a dia, sua rotina durante a viagem?
Toda vez que eu viajo eu faço uma lista de lugares que quero visitar, mas eu adoro andar sem rumo e descobrir lugares novos.

5. O que você mais sente falta no Brasil?
O que eu mais sinto falta do Brasil é minha família (claro), também dias de sol e pão de queijo, açaí, paçoca… rs.

6. E o que você menos sente falta?
O que eu menos sinto falta é da criminalidade e violência.

7. Como é para sua família/amigos ficar esse tempo longe?
É muito difícil ficar longe dos amigos e família, principalmente da minha mãe, pois sempre fomos muito ligadas. Mas, todos os meios de comunicação minimizam a dor de uma saudade.

8. Já conhecia a língua do lugar? Como você fez para se virar?
Eu fui alfabetizada e cresci em uma escola americana/internacional. Minha primeira língua escrita foi inglês.

UN Gala Night ✨

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9. Sobre alimentação e dieta: você come de tudo? Tem muitas coisas diferentes?
Em Londres eu mantenho minha alimentação normal. Sou super regrada com alimentação e exercício físico. Aqui você encontra os melhores chefs e restaurantes de todas as partes do mundo. Sempre tem um lugarzinho novo e cool.

10. Três dicas para quem quer fazer essa viagem:
Entenda como o metro funciona.
Traga um guarda chuva.
Ame Londres (não tem outra opção).

11. Quais apps são indispensáveis na viagem?
Com certeza google maps e city mapper são indispensáveis…

12. O que você achou da vida “noturna” comparada com o Brasil, e o que você fez a noite (bares, baladas)?
Os pubs são mais cheios em horário de happy hour, logo depois do trabalho porque geralmente eles fecham entre meia noite e uma. Mas Londres é bem famosa pelos afters que vão até as 12 do dia seguinte. Tem para todos os gostos.

13. Três lojas que você amou e queria no Brasil?
Não são marcas necessariamente inglesas mas eu adoro a Zadig & Voltaire, Scotch & Soda e Reiss.

All the way up ⛷ #ski #verbier #switzerland

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COMO CURTIR UMA VIAGEM: AUSTRÁLIA

Eu nunca fiz uma super viagem, por isso resolvi entrevistar alguns amigos e perguntar sobre as experiências deles em diversos lugares do mundo. Fiz isso para ter dicas reais que vão me ajudar na hora de escolher um destino e realizar o meu sonho de fazer uma viagem vibes! Esse quadro do blog não é só para mim, mas é para te ajudar também. E se por acaso você já fez alguma viagem e quer me contar mais sobre ela, é só mandar um email para: jessicascovoli@gmail.com. 😉

A entrevista de hoje é com a Amanda, que fez um intercâmbio incrível!

Perth City (2)

1. Qual destino você escolheu?
Scarborough Beach, Perth, Austrália.

2. Por quanto tempo ficou viajando?
1 ano.

3. Por que você foi para lá?
Sinceramente falando, eu não pesquisei muito sobre o lugar. Mas eu sabia que não queria estar em cidade grande e que queria morar na praia. Então, indo em agências de intercâmbio, descobri que existia uma escola (Lexis English), com boa qualificação e que ficava perto da praia. Sem muitas dúvidas, escolhi a Lexis, que fica a 300 metros da praia de Scarborough Beach.

4. Como era seu dia a dia/ sua rotina durante a viagem?
No início do intercâmbio, eu ia à escola todas as manhãs durante a semana, e durante a tarde ia conhecer lugares turísticos próximo ao bairro em que morava. Foi num parque bem perto do centro da cidade que eu vi pela primeira vez um canguru. É um parque com portões fechados que os cangurus ficam soltos. Depois de ter me adaptado e ter me acostumado com o ambiente australiano, eu comecei a procurar trabalho e consegui  um job de cleaner em construção. O trabalho era de manhã, então mudei a escola para o período noturno. Era um trabalho pesado, mas me rendeu um bom dinheiro. Eu conseguia me manter, pagando aluguel e comida, e além disso, consegui fazer duas viagens para fora da Austrália, uma para Bali, na Indonésia e uma outra para Tailândia e Malásia. Para complementar o trabalho na construção, que não era fixo, eu também trabalhava para uma agência de limpeza doméstica.
Nas horas vagas, quando não estava na escola ou trabalhando, eu ia à praia (quase todos os dias), mesmo no inverno. Eu morava a 700 metros da praia de Scarborough Beach, mas minha casa também ficava próxima de outras lindas praias, como Brighton Beach e Trigg Beach. Eu gostava de ir à praia nos dias quentes para nadar ou me bronzear, mas também gostava de ir para ver o pôr do sol, mesmo nos dias frios. O ponto negativo de lá para mim era que não podia levar bebida alcoólica para a praia, pois poderia levar multa (lá é extremamente proibido beber em público). Mas mesmo assim, meus dias eram lindos e toda aquela energia praiana me faziam muito bem. Enfim, existia essa rotina de trabalho, escola e praia. Fiz bastante amigos brasileiros e europeus, e aos finais de semana fazíamos churrascos ou então íamos para alguma baladinha ou bares na city.

Maya Bay - Thailandia

5. O que você mais sentiu falta do Brasil?
Eu sentia falta da minha família e amigos. Tenho muito apego por pessoas e por morar a vida toda num mesmo bairro, eu criei uma raiz muito forte. Além disso, tenho um sobrinho que vivia me ligando dizendo para eu ir visitá-lo, que eu podia apenas pegar um avião que chegaria no Brasil, meu coração ficava apertadinho. Além disso, no Brasil me sinto mais em casa, pois foi onde nasci. Acredito que eu nunca me sentirei confortável em nenhum outro país como me sinto aqui.

6. E o que você menos sentiu falta?
Sinceramente uma coisa que me incomoda muito no Brasil é a sujeira. Me impressiona o fato das pessoas não terem cuidado com a cidade, em todo lugar que olhamos tem lixo. E isso na Austrália você não vê, é um país limpo e organizado.

7. Como foi para sua família/amigos ficar esse tempo longe?
Eu fui para lá já pensando em voltar, então nunca foi um problema para eles. Minha mãe ficou feliz com a minha decisão de ir, e eu sempre dei certeza de que voltaria, então foi bem tranquilo. Eu nunca tive dúvidas de que meu lugar é aqui!

8. Já conhecia a língua do lugar? Como você fez para se virar?
Eu já conhecia o inglês, tinha estudado numa escola por 18 meses, porém nunca fui muito fã da língua. Ainda tenho um pouco de dificuldades, mas ter estudado todos os dias, por 1 ano, me fez evoluir muito. No início lá era complicado, mas fui me adaptando bem, pois era inglês todos os dias, em todos os lugares, então a gente acaba se acostumando.

9. Sobre alimentação e dieta, como foi: você comeu de tudo? Tinha muitas coisas diferentes?
A viagem em si já é muito cara, então eu economizei bastante na comida para poder priorizar outras coisas, como viagens. Eu, geralmente, cozinhava em casa comidas que eu já era acostumada no Brasil, como arroz, frango, carne, macarrão. Mas posso dizer que o que tem mais de interessante lá são os cortes das carnes (apesar de não comer mais carne hoje em dia). Os steaks lá são especialidades dos restaurantes, e realmente são deliciosos. Tem muito restaurante asiático também, mas não fui em muitos, pois os locais não me agradavam muito.

Mal†sia

10. Três dicas para quem quer fazer essa viagem:
– Diferente do que eu fiz, eu indico muita pesquisa. Hoje em dia tem muitos blogs com dicas.
– É interessante ir em várias agências de viagens e fazer pesquisa em sites como “reclame aqui” para saber a procedência do local.
– Eu sugiro escolher o lugar que atenda não só a ideia de aprender a língua do local, mas também que a pessoa queira conhecer e vivenciar aquela cultura. Pois além de ser uma viagem para agregar no currículo, é uma puta experiência de vida!

11. Quais apps foram indispensáveis na viagem?
Google maps, pesquisar o app da linha de ônibus do local também é interessante, Transfer wise eu usava para trocar Real por Dólar Australiano. Enfim, acho que é isso. Eu não sou muito de apps.

12. O que você achou da vida “noturna” comparada com o Brasil, e o que você fez a noite (bares, baladas)?
Eu posso comparar Perth com São Paulo, que foi onde morei, então existe uma diferença muito grande, pois Perth é cidade pequena, e SP gigante. Lá os bares/baladas fechavam cedo, alguns 2h da manhã já estavam fechando as portas. Eu sou um pouco chata para música, então eu procurei rolês que me agradavam musicalmente. Eu ia em alguns bares que tocavam Reggae, gostava também de ir em baladas que tocavam Black Music, pois era muito animado e todos dançavam. Lá também tinha muitos eventos de rua na cidade, e eu gostava bastante, pois podia ver de perto a cultura dos australianos da cidade e vivenciar tudo aquilo.

13. Três lojas que você amou e queria no Brasil?
Olha, eu não sou muito consumista, rs. Quase não comprei nada lá, mas tinha dois lugares que eu ia muito quando precisava comprar algo. Uma delas é a famosa Kmart, onde eu podia encontrar tudo que precisava, tanto objetos como roupas. E outro lugar que eu indico para todos é um Shopping que tinha várias lojas com ponta de estoque, o nome é Watertown Brand Outlet, e fica localizado na City.

Perth City 3

Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Eu fiz essa viagem aos 29 anos, diferente de muitos que vão antes ou após o término da faculdade. Nessa idade, muitas pessoas acreditam estar velhas para um intercâmbio, porém eu costumo dizer que nunca é tarde para vivenciar uma cultura diferente. Claro que é mais complicado dar um break na vida profissional nessa idade, porém, se existe dentro de si esse sonho, eu acredito que não vale a pena deixar de lado essa inquietação. Só temos essa vida para realizar nossos desejos, por isso, na minha opinião temos que fazer tudo que nos vem à mente, sem medo de atrapalhar a carreira profissional, e sem dúvidas, sem medo de ser feliz.

Se você gostou dessa entrevista continue acompanhado a Amanda no Insta: @amandinhastr

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